(cusvirtual) Chamada de textos para sétima edição da Periódicus

Periódicus lança chamada para dossiê sobre lesbianidades e interseccionalidades

Após lançar o sexto número na semana passada, a Periódicus – revista de estudos indisciplinares em gêneros e sexualidades - torna pública a chamada de textos para o dossiê de seu sétimo número, a ser publicado ainda no primeiro semestre de 2017. O dossiê, intitulado Sapatão é revolução! Existências e resistências das lesbianidades nas encruzilhadas subalternas (leia chamada abaixo), será organizado pelas professoras e pesquisadoras Ana Cristina C. Santos (Universidade Federal de Alagoas), Simone Brandão Souza (Universidade Federal do Recôncavo da Bahia) e Thaís Faria (Universidade Federal da Bahia).

Os textos devem ser enviados até dia 6 de março de 2017 exclusivamente através do site da revista (https://portalseer.ufba.br/index.php/revistaperiodicus) dentro das normas disponíveis na sessão 'Diretrizes para autores' (ver (http://www.portalseer.ufba.br/index.php/revistaperiodicus/about/submissions#authorGuidelines). A sessão livre recebe submissões em fluxo contínuo.

A revista Periódicus é uma publicação online do grupo de pesquisa Cultura e Sexualidade (CUS), da Universidade Federal da Bahia. Para acessar a revista, clique aqui.

Dossiê Sapatão é revolução! Existências e resistências das lesbianidades nas encruzilhadas subalternas.

No dossiê "Sapatão é revolução! Existências e resistências das lesbianidades nas encruzilhadas subalternas" pretendemos pensar as existências e resistências lésbicas a partir das diferenças articuladas que criam lugares complexamente situados na nossa sociedade. Partiremos das perspectivas das identidades de gêneros, raças e sexualidades a fim de enfocar a vulnerabilidade social e a resistência - potencializada na capacidade de agência lésbica - a partir do conceito de interseccionalidade, situando o entrecruzamento de diversos marcadores, nos quais vivências subalternizadas existem e resistem rasurando as normatividades.

As análises interseccionais, que tiveram sua origem na articulação das demandas das produções teóricas e ativistas feministas, com grandes contribuições das negras, lésbicas e de "terceiro mundo", se preocuparam inicialmente com o "falar sobre raça através de uma lente que observe a questão de gênero, ou pensar e falar sobre femininsmo através de uma lente que observe a questão de raça.", (Crenshaw, 2014). Posteriormente, a perspectiva interseccional foi incorporando à questão de raça e gênero outras interfaces, como classes sociais, orientações sexuais, faixas etárias, colonialidades, religiosidades, diversidades funcionais, a que Crenshaw (2002) chamou de fatores de subordinação, "acúmulos de discriminação" ou interseccionalidades.

Os panoramas dos estudos interseccionais, subalternos, queer e pós-coloniais têm desenvolvido uma produção teórica voltada para a reflexão crítica e para a intervenção política. Desse modo, privilegiamos nesse dossiê tais abordagens, em especial a abordagem interseccional por entendermos não apenas sua importância no pensamento feminista, incluindo-se aí o feminismo negro e o feminismo lésbico, mas também por compreendermos ser necessário desenvolver análises que não tratem as lesbianidades de forma homogênea, mas que afirmem as diferenças de classe, raça, religião, geração, dentre outras especificidades constitutivas da forma como vários grupos de mulheres vivenciam a discriminação e/ou agenciam sua resistência. No campo epistemológico, a interseccionalidade estabelece um diálogo importante com perspectivas pós estruturalistas e desconstrucionistas, favorecendo reflexões críticas e um pensamento mais criativo e mais complexo.

Portanto, os determinados lugares sociais, de formas de ser e estar no mundo, materializadas em suas relações interpessoais, são os debates a serem realizados neste dossiê que tem a preocupação ainda de conferir às lesbianidades um olhar mais autônomo e menos impregnado da concepção gay-masculina-patriarcal, que invisibiliza nuances próprias das lesbianidades.

Queremos pensar, a partir da perspectiva das lesbianidades, escritos e práticas artísticas feministas, refletindo sobre a potência de nossas existências e resistências! Afinal, Sapatão não é bagunça! É revolução!


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Leandro Colling
Professor do IHAC e do Programa Multidisciplinar de Pós-graduação em Cultura e Sociedade da UFBA - www.poscultura.ufba.br
Coordenador do Grupo de Pesquisa Cultura e Sexualidade (CuS) - http://www.politicasdocus.com/
Lattes:  http://lattes.cnpq.br/9841032316581104


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(cusvirtual) CUS lança sexta edição da revista Periódicus



CUS lança sexta edição da revista Periódicus

 

 

A sexta edição da Periódicus, revista de estudos indisciplinares em gêneros e sexualidades, já pode ser conferida no site da publicação (clique aqui). Desta vez, a revista publica o dossiê Genealogias excêntricas: práticas artísticas queerfeministatrans e conhecimentos dessubjugados, organizado pelos pesquisadores João Manuel de Oliveira (ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa) e Tiago Sant´Ana (UFBA). O dossiê conta com oito textos. Além disso, a edição ainda possui sete artigos na sessão livre e duas resenhas.

 

"As genealogias excêntricas referem-se a estas genealogias outras, que emergem fora dos centros de produção de conhecimento, a partir de conhecimentos subjugados, surgindo das periferias e das semiperiferias, que se apresentam como extravagantes face a uma determinada ordem canónica que normaliza o modo como se conta e que se apresentam como formas de estranhamento do que conta como queer ou como género", escreve João Oliveira, na apresentação do dossiê. Por causa do tema do dossiê, a revista resolveu publicar em sua capa uma imagem dx artista Malayka SN, de Salvador, que tem se destacado na cidade em suas performances, em especial sob o comando das Terças Estranhas, no bar Âncora do Marujo.

 

A sexta edição também marca o momento em que começam a ser divulgados os resultados das primeiras avaliações das áreas da Capes para a revista. Por enquanto, dez áreas já divulgaram a avaliação da revista e duas delas (Sociologia e Artes/Música) concederam o conceito B3 para a Periódicus. A área interdisciplinar, na qual mais se situa a revista, ainda não divulgou o resultado de sua avaliação. "Conseguir um B3 na primeira avaliação, para uma revista produzida sem um centavo, apenas com o trabalho voluntário das pessoas, é uma vitória", disse o professor Leandro Colling, que edita a revista junto com Carlos Henrique Lucas Lima.

 

A revista já está recebendo textos para o dossiê do sétimo número, a ser publicado em maio-junho de 2017. Intitulado Sapatão é revolução! Existências e resistências das lesbianidades nas encruzilhadas subalternas (leia chamada aqui), será organizado pelas professoras e pesquisadoras Ana Cristina C. Santos (Universidade Federal de Alagoas), Simone Brandão Souza (Universidade Federal do Recôncavo da Bahia) e Thaís Faria (Universidade Federal da Bahia).

 

Os textos para a sétima edição devem ser enviados até dia 6 de março de 2017, exclusivamente através do site da revista, dentro das normas disponíveis aqui. A sessão livre recebe submissões em fluxo contínuo.

 

A revista Periódicus é uma publicação online do grupo de pesquisa Cultura e Sexualidade (CUS), da Universidade Federal da Bahia.

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Leandro Colling
Professor do IHAC e do Programa Multidisciplinar de Pós-graduação em Cultura e Sociedade da UFBA - www.poscultura.ufba.br
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(cusvirtual) Integrantes do CUS lançam novo livro

Integrantes do CUS lançam novo livro

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Integrantes do CUS lançam novo livro

 

Integrantes do grupo de pesquisa Cultura e Sexualidade (CUS), junto com outrxs pesquisadorxs, acabam de lançar mais um livro. Trata-se de Um corpo possível: ensaios sobre abjeção e existência cultural (Editora Multifoco, 278 páginas, 45 reais), organizado por Carlos Henrique Lucas Lima e Gilmaro Nogueira. Os organizadores, na apresentação da obra, dizem que os textos livro (veja o sumário abaixo) tentam responder os seguintes questionamentos: "se o corpo só é possível por meio do "selo" das normatividades, os sujeitos marginados, aqueles localizados nos limiares da inteligibilidade social, seriam viáveis em quais termos? Como seria possível "existir" apesar da imposição de normalidades?"

O livro está sendo comercializado pelo site www.queerlivros.com.br


Sumário do livro


Apresentação - Carlos Henrique Lucas Lima e Gilmaro Nogueira
As curvas do gozo: mulheres gordas também fazem pornô! - Thais Faria
Elogio ao grotesco: corporalidades e subjetividades nas artes visuais contemporâneas - Julio César A. dos Santos Sanches
Subalternidade e heterotopia: literaturas de centralidade homossexual e a derrisão da heterossexualidade compulsória - Carlos Henrique Lucas Lima
O arco-íris no front – bandeiras e discursos em confronto - Fábio de Sousa Fernandes
"Eu sou gente, muito gente": representações de travestis em três séries televisivas - Tess Chamusca Pirajá
A construção do corpo e do desejo nos sites de relacionamentos, chats e aplicativos móveis - Gilmaro Nogueira
Sobre santos e orixás: relações sincréticas entre sexualidade e religião - Renato Duro Dias, Ricardo Henrique Ayres Alves
Corpos polissêmicos: inspirações cinematográficas de reflexões sobre a vida na escola - Marcio Caetano, Treyce Ellen Silva Goulart e Claudia Penalvo


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Leandro Colling
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